08/06/26 às 00h
Atualizado em 09/06/26 às 21h18
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Foto: Divulgação
Chegou ao fim a fuga de Osni Pedro Boeno, apontado como autor do feminicídio que vitimou Cleusa do Nascimento, caso que comoveu moradores de Canelinha e toda a região. Na manhã desta segunda-feira (08), ele foi preso durante uma operação realizada em Mafra, no Norte de Santa Catarina.
De acordo com informações da Polícia Militar, a prisão ocorreu na Rua Germano Neodorf, nas proximidades do Colégio Paula Feres. A ação foi desencadeada após a Agência de Inteligência (AI) identificar e monitorar o paradeiro do suspeito, contra quem havia um mandado de prisão ativo expedido pela Comarca de Tijucas pelo crime de feminicídio.
Com apoio das guarnições de radiopatrulha, os policiais realizaram a abordagem e confirmaram a identidade de Osni Pedro Boeno. Após a verificação da validade do mandado de prisão junto ao Conselho Nacional de Justiça (CNJ), foi dada voz de prisão ao suspeito.
Após a captura, ele foi conduzido ao Presídio Regional da comarca, onde ficou à disposição da Justiça. Segundo a Polícia Militar, o homem foi entregue à Polícia Penal juntamente com seus pertences pessoais e a quantia de R$ 8.483,50 em dinheiro.
A prisão encerra um período de buscas que mobilizou forças de segurança em diferentes regiões do Estado. Desde o crime, ocorrido em abril de 2025, o suspeito era considerado foragido e vinha sendo procurado pelas autoridades.
O caso ganhou enorme repercussão após a morte de Cleusa do Nascimento. Ela foi brutalmente agredida pelo ex-companheiro no dia 11 de março e permaneceu internada em estado gravíssimo por semanas. Apesar dos esforços das equipes médicas e da luta pela sobrevivência, Cleusa não resistiu aos ferimentos e morreu no dia 4 de abril.
Sua morte gerou forte comoção em Canelinha e impulsionou debates sobre o combate à violência contra a mulher. A história de Cleusa também inspirou a criação de projetos de lei voltados à prevenção do feminicídio e à proteção de mulheres em situação de risco.
Com a prisão do suspeito, familiares, amigos e a comunidade aguardam agora o andamento do processo judicial e a responsabilização pelo crime que marcou a região.
Fonte: Olhovivocan
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