05/07/26 às 00h
Atualizado em 05/07/26 às 23h31
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Visualizações: 76 Foto: Reprodução/Oi SC e Reprodução/Redes Sociais
O homem morto a tiros na manhã deste domingo, 5 de julho, no bairro Alto São Bento, em Itapema, no Litoral Norte de Santa Catarina, foi identificado como Roberto Radzikowski Júnior, de 38 anos, natural de Balneário Camboriú e conhecido no meio criminal pelo apelido de “Maninho”. Ele foi atingido por mais de 20 disparos de arma de fogo em uma execução que durou poucos segundos e provocou pânico entre os moradores da região.
Segundo apurou o Jornal Razão, Radzikowski Júnior carregava uma extensa ficha criminal, com passagens e investigações por tráfico de drogas, porte ilegal de arma, roubo, desacato, resistência e homicídio. O nome dele já havia aparecido em ocorrências de peso na região ao longo dos últimos anos.
Sua prisão mais recente ocorreu em julho de 2025, quando ele foi detido em uma ação que apurou tráfico de drogas, uso de documento falso e associação criminosa. Chegou a dar entrada no sistema prisional, mas posteriormente teve a prisão preventiva revogada e voltou a responder em liberdade.
O histórico mais grave o ligava a um homicídio ocorrido em Balneário Camboriú, em novembro de 2014. Radzikowski Júnior chegou a ter a prisão preventiva representada e foi indiciado pela participação na morte de um homem alvejado por nove disparos em frente a um bar na Terceira Avenida, no Centro da cidade. A motivação daquele crime, segundo as investigações da época, teria origem em uma desavença entre a vítima e Radzikowski Júnior de quando os dois estiveram no sistema prisional.
À época do inquérito, com provas produzidas, inclusive periciais, a Polícia Civil, por meio da Divisão de Investigação Criminal, representou pela prisão preventiva dele e de outro investigado apontado como participante do mesmo homicídio.
Quatro encapuzados
Neste domingo (05), moradores que conversavam na calçada de uma rua tranquila de casas geminadas de Itapema (SC) viram tudo acontecer em segundos: um carro parou nas proximidades de Roberto Radzikowski Júnior, os ocupantes dispararam uma sequência de tiros e fugiram, deixando a vítima caída sobre o paralelepípedo. Em um dos registros feitos por testemunhas, uma moradora relata o desespero do momento e afirma que os ocupantes de um veículo teriam passado atirando contra o homem antes de escapar.
Informações repassadas às forças de segurança dão conta de que quatro homens encapuzados e armados, um deles supostamente portando um fuzil, teriam desembarcado de um Ford Ka vermelho antes da ação. Após o crime, o grupo teria seguido em direção a um condomínio, retornado à rua e fugido em um Fiesta branco de aparência antiga e com o para-choque danificado. O Ford Ka vermelho foi abandonado nas proximidades, e havia o temor de que os envolvidos retornassem ao local para buscar o veículo deixado para trás.
Assim que foram acionadas, equipes das forças de segurança isolaram a área para preservar os vestígios e permitir o trabalho da Polícia Científica e da Polícia Civil, responsáveis por recolher as evidências e apurar tanto a autoria quanto a motivação do homicídio. O caso é tratado como execução, em razão da quantidade de disparos e da forma como a ação foi conduzida.
Até o momento, nenhum suspeito havia sido preso. A Polícia Civil segue à frente das investigações para identificar os envolvidos e esclarecer o que motivou o ataque.
Fonte: Jornal Razão
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