03/08/26 às 00h
Atualizado em 03/08/26 às 23h21
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Foto: Divulgação/PCSC
Um homem de 38 anos, condenado a 24 anos e seis meses de prisão por abusar sexualmente da própria filha, foi preso na tarde da última sexta-feira (31) no município de Corupá, no Norte catarinense. O acusado estava foragido desde o início de julho, após a condenação transitar em julgado e a Justiça expedir o mandado de prisão definitiva.
A captura foi executada por agentes da Delegacia de Investigações Criminais (DIC) de Jaraguá do Sul, com o suporte operacional da Delegacia de Polícia de Corupá.
Modus operandi chocante
De acordo com o inquérito policial, os abusos ocorreram de forma continuada entre os anos de 2021 e 2023, período em que a vítima tinha entre 8 e 10 anos de idade.
As investigações revelaram detalhes estarrecedores sobre a conduta do criminoso: ele se aproveitava da deficiência visual da então companheira e a dopava durante a noite para abusar da criança enquanto a mulher dormia sem qualquer capacidade de reação.
Revelação, denúncia e desfecho
A criança permaneceu em silêncio por anos sob constantes ameaças do agressor. A revelação só ocorreu após a separação dos pais, quando a vítima passou a viver em um ambiente seguro e sentiu-se protegida para relatar o pesadelo à mãe.
Ao tomar conhecimento dos fatos, a mãe procurou imediatamente a Polícia Civil para formalizar a denúncia. A investigação reuniu um conjunto probatório robusto que culminou na condenação definitiva do homem pelo crime de estupro de vulnerável.
Alívio para a família: Durante o processo, a mãe da vítima — que enfrenta uma doença grave — chegou a manifestar à equipe policial o receio de falecer antes de ver o ex-companheiro atrás das grades. Logo após o cumprimento do mandado, os investigadores comunicaram a prisão à família, que recebeu a notícia com forte emoção.
A Polícia Civil destacou que a prisão foi fruto de uma ação integrada entre as delegacias da região e reforçou a relevância da participação comunitária no combate a crimes graves e na localização de foragidos.
Como denunciar
Casos de violência e exploração sexual contra crianças e adolescentes podem ser denunciados anonimamente por meio dos seguintes canais:
Disque 100: Canal nacional e gratuito de proteção aos direitos humanos.
Polícia Militar (190): Para situações de emergência ou flagrante.
Polícia Civil: Através de Boletim de Ocorrência presencial em qualquer delegacia ou via canais de denúncia anônima locais.
As denúncias podem ser feitas por vítimas, parentes, vizinhos ou qualquer cidadão que tenha conhecimento de abusos.
Fonte: Olhovivocan
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