Lei de Cotas: solução para integração ou apenas cumprimento de legislação?

25/07/26 às 00h
Atualizado em 25/07/26 às 12h10
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Por Teco Barbero (Jornalista)

 


Ao completar 35 anos, essa importante mudança que transformou o cenário profissional brasileiro continua sendo um divisor de águas. Estabelecida em 1991, a medida exige que empresas com cem ou mais funcionários reservem uma porcentagem de seus cargos para pessoas com deficiência ou beneficiários reabilitados, promovendo não apenas o cumprimento da lei, mas a construção de um ambiente profissional mais equitativo. O Brasil possui um mercado formal que emprega atualmente cerca de 634.000 pessoas com deficiência ou reabilitadas. No entanto, o desafio é imenso, pois existem mais de 7 milhões de pessoas em idade de trabalhar que não estão no mercado formal nem recebem benefício assistencial, o que mostra o quanto ainda há para avançar na inclusão. Esse contraste coloca em evidência uma reflexão profunda sobre as barreiras que impedem o pleno cumprimento da lei. A falta de adaptação dos ambientes corporativos e a persistência do capacitismo na cultura organizacional revelam que, para além da obrigatoriedade legal, é urgente promover uma mudança cultural profunda para garantir a verdadeira inclusão dessas pessoas no mercado de trabalho. A deficiência visual, por exemplo, destaca-se pela necessidade de adaptações específicas e pela — muitas vezes — persistência de preconceitos que questionam a capacidade de profissionais com essa condição exercerem as mais diversas funções, representando um exemplo entre muitos outros. Diante deste cenário, o aniversário da lei serve não apenas como celebração, mas como um chamado à ação — uma provocação para que a sociedade e as empresas ultrapassem o cumprimento protocolar e abracem a diversidade de fato, construindo espaços verdadeiramente acessíveis e acolhedores.
 

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