Moradores reclamam de falta de água em Canelinha

01/04/26 às 00h
Atualizado em 01/04/26 às 14h48
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imagem ilustrativa

Moradores de Canelinha têm denunciado a falta recorrente de água em diferentes regiões do município, com maior incidência em áreas mais altas, como os loteamentos Portal do Vale e Colina do Café.

 

De acordo com registros de reclamações encaminhadas à prefeitura, o problema não é recente e vem se repetindo desde o ano passado. Um dos protocolos aponta diversas datas em que houve interrupção no abastecimento, incluindo dias consecutivos no mês de março e ocorrências frequentes desde outubro de 2025.

Além da irregularidade no fornecimento, moradores relatam que, em alguns momentos, a falta de água é total, sem qualquer pressão na rede. Uma moradora afirma que o problema ocorre praticamente todos os dias, principalmente entre a tarde e a noite, chegando a deixar residências sem abastecimento até por volta das 23h.

Mesmo com o uso de caixa d’água e medidas de economia, há relatos de que o volume armazenado não tem sido suficiente para suprir a demanda diante das constantes interrupções. Outro ponto criticado é a dificuldade de contato com o serviço responsável, com queixas de falta de retorno nos canais de atendimento, incluindo o número de plantão.

Vazamento na represa e orientações do SEMAIS

Na última semana, o Serviço Municipal de Água e Saneamento (Semais) informou que um vazamento identificado na tarde de quarta-feira (25), na represa do Rolador, teria comprometido o abastecimento de água no município. O problema provoca a despressurização no sistema de captação, dificultando a chegada de água bruta até a Estação de Tratamento de Água (ETA).

Assim que a ocorrência foi detectada, a equipe técnica foi mobilizada e realizou um reparo emergencial no local. Apesar da intervenção, a vazão ainda não foi totalmente normalizada, mantendo o sistema operando de forma limitada.

De acordo com a autarquia, a situação é agravada por fatores climáticos. As altas temperaturas registradas nos últimos dias, somadas à escassez de chuvas, têm contribuído para a redução significativa dos níveis de água na represa. O período de estiagem prolongada compromete a recarga dos lençóis freáticos, enquanto o calor intenso acelera o processo de evaporação, reduzindo ainda mais a disponibilidade hídrica. Atualmente, a Estação de Tratamento de Água opera com cerca de 70% da sua capacidade total, o que pode ocasionar oscilações no fornecimento e baixa pressão em algumas regiões da cidade.

O SEMAIS orienta que, diante das interrupções no abastecimento, os moradores mantenham caixas d’água devidamente limpas e com capacidade suficiente para armazenar água, como forma de reduzir os impactos da falta de fornecimento.

Fonte: Olhovivocan

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